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A kind of magic

Textos sobre tudo e sobre nada. No fundo, uma plataforma para reclamar da vida e dos erros ortográficos das pessoas, senão não seria uma aluna de letras.

A kind of magic

Textos sobre tudo e sobre nada. No fundo, uma plataforma para reclamar da vida e dos erros ortográficos das pessoas, senão não seria uma aluna de letras.

05
Nov21

A escola do livro

B.

   Enquanto assisto a uma aula sobre os best-sellers da atualidade, penso no quão importante são os livros na sociedade. Já pararam para pensar que, sem os livros, não existia desenvolvimento? Teríamos que começar de novo vezes sem conta. Já imaginaram o que seria ter de descobrir a aspirina outra vez, outra vez e outra vez? Foi através dos livros que os nossos cientistas registaram os seus avanços, as suas descobertas e, até mesmo, os seus erros. Sem os livros, não saberíamos quem foi Einstein, Homero ou Camões – e pior, não teríamos acesso à história da humanidade. Vamos mais além: para deixar algo registado, as pessoas tiveram que aprender a escrever e na altura (penso eu) não existia ensino. Então nenhum dos génios que conhecemos hoje andou na escola primária, nem teve a oportunidade de se sentar confortavelmente numa sala de aula.

   Serve este pensamento para valorizar várias coisas: os livros, o privilégio de escrever e os professores – que, muitas vezes, aos olhos da sociedade não têm valor. Hoje, ao pegarem num objeto, pensem na importância que o livro teve para que isso existisse e facilmente concluem que, sem os livros, nada do que temos existia.

14
Jan21

a máquina de fazer espanhóis: uma história sem metafísica

B.

(Este post contém spoilers)

   Não conhecia este livro, mas sempre me despertou interesse – tal como todos os outros livros de Valter Hugo Mãe. Quando o comprei tinha a sensação que precisava mesmo de conhecer aquelas páginas e descobrir o que é, afinal, uma máquina de fazer espanhóis.

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   A história é em torno da vida de um senhor que fica viúvo e acaba por ir para um lar por vontade da filha, que quer o melhor para o pai. Ao longo da narrativa, VHM vai-nos presenteando com vários nomes conhecidos da literatura (como Álvaro de Campos, Almada Negreiros, entre outros) e também com vários momentos marcantes da história de Portugal (como a ditadura salazarista, por exemplo).

   Sem me alongar mais acerca da história em si, quando folheei o livro e me apercebi que não existiam maiúsculas nem marcas de diálogo, verifiquei se tinha na mão um livro de Saramago. Depois de investigar acerca deste modo de escrita, concluí que não é em vão e tem um forte significado subentendido: VHM dizia numa entrevista que as letras em minúsculas representavam a igualdade, mas eu lembrava-me que existia um ou dois capítulos com escrita dita “normal” – e a verdade é que esses capítulos eram acerca dos polícias da PIDE.

   Este livro fez-me rir com os delírios dos mais velhos e chorar com a sua solidão. Fez-me ficar triste com a fugacidade da vida, mas feliz com todas as teorias apresentadas para o seu sentido. E agora que sei o motivo que me levou a ler este livro, façam-no também.

08
Nov20

O que é que ando a ler? 📖

B.

   Muito se fala na quantidade absurda de livros que um universitário tem de ler e na bibliografia interminável que os professores dão, mas a verdade é que os alunos de literatura não têm por hábito queixar-se. 😅😅 Acontece que, no curso em que estou, os livros são essenciais e quando algum professor nos pede para ler um livro, o meu coração rejubila! 🥰 Nos tempos que atravessamos, os meios digitais são cada vez mais frequentes nas nossas vidas (ainda que de forma inconsciente), por isso acho importante salientar a importância da leitura e aquilo que ela nos pode proporcionar. Por exemplo, pode apresentar-nos novos conteúdos, mas mais importante do que isso, pode mostrar-nos novas perspetivas. Por essa razão e porque gosto de incentivar à leitura, deixo abaixo o que tenho lido. 📖

 

  • O crime do padre Amaro: A moralidade e a ética postas à prova num século em que a religião é o centro das atenções. Na minha opinião, o melhor romance do Eça de Queirós.
  • Uma abelha na chuva: A história paralela de dois casais que parecem muito diferentes, mas muito iguais. Uma dura crítica à sociedade da época que ainda está muito atual.
  • O memorial do convento: Um clássico que nunca desilude.
  • O delfim: A personificação do salazarismo, carregada de simbolismos e significados escondidos. Uma boa obra para quem gosta de ler as entrelinhas.
  • As intermitências da morte: Destinado para todos aqueles que, como eu, adoram o estilo sarcástico e irónico de Saramago. Todos deviam ler este
  • Crónica de uma morte anunciada: Leitura simples e rápida, um bom livro para as horas de almoço.
  • A máquina de fazer espanhóis: (ainda a ler)

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