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A kind of magic

Textos sobre tudo e sobre nada. No fundo, uma plataforma para reclamar da vida e dos erros ortográficos das pessoas, senão não seria aluna da fluc.

A kind of magic

Textos sobre tudo e sobre nada. No fundo, uma plataforma para reclamar da vida e dos erros ortográficos das pessoas, senão não seria aluna da fluc.

29
Nov20

A dor de ser finalista em 2020

B.

   Todo o início tem um fim. É como um círculo que deixa de o ser se não se fechar, por isso os fins são inevitáveis e implacáveis em toda a nossa vida.

   Aquela que foi a fase que mais esperei na minha vida académica acabou por chegar de uma maneira extremamente injusta e ingrata: ser finalista. Ao longo destes anos aprendi que tudo é efémero, que nem todas as pessoas são para permanecer na nossa vida e, as que queremos que permaneçam, por vezes, seguem caminhos que não se cruzam com os nossos. A universidade ensinou-me a lutar pelos meus objetivos, mas principalmente e a nunca desistir – “quando se fecha uma porta, abre-se uma janela”.

   Ser finalista em 2020 é uma sensação agoniante que parece esconder todas as emoções que um finalista deveria viver, mas que nos traz uma grande tristeza quando nos lembramos das tradições e rituais que não vão ser cumpridos. Este ano, cada finalista tem o seu coração apertadinho por não estar a aproveitar o seu último ano com quem tornou o seu percurso único e inesquecível. Hoje, nenhum de nós está preocupado com o facto do traje não servir. O que nos paira no pensamento e, principalmente, no coração é um sentimento doloroso e sofrido de quem quer comemorar o sucesso e não pode.

   É desagradável e, até mesmo, penoso saber que não vamos celebrar da forma que queríamos, mas todos sabemos que é o mais seguro. Trabalhamos por um bem que é comum a todos e sacrificamos, como todas as pessoas, uma parte importante da nossa vida pela saúde pública. Um dia iremos trajar pela última vez e celebrar tudo o que ficou para trás e se tal não acontecer, restam-nos então as memórias de capa negra e as tardes que, um dia, Coimbra nos proporcionou.

08
Nov20

O que é que ando a ler? 📖

B.

   Muito se fala na quantidade absurda de livros que um universitário tem de ler e na bibliografia interminável que os professores dão, mas a verdade é que os alunos de literatura não têm por hábito queixar-se. 😅😅 Acontece que, no curso em que estou, os livros são essenciais e quando algum professor nos pede para ler um livro, o meu coração rejubila! 🥰 Nos tempos que atravessamos, os meios digitais são cada vez mais frequentes nas nossas vidas (ainda que de forma inconsciente), por isso acho importante salientar a importância da leitura e aquilo que ela nos pode proporcionar. Por exemplo, pode apresentar-nos novos conteúdos, mas mais importante do que isso, pode mostrar-nos novas perspetivas. Por essa razão e porque gosto de incentivar à leitura, deixo abaixo o que tenho lido. 📖

 

  • O crime do padre Amaro: A moralidade e a ética postas à prova num século em que a religião é o centro das atenções. Na minha opinião, o melhor romance do Eça de Queirós.
  • Uma abelha na chuva: A história paralela de dois casais que parecem muito diferentes, mas muito iguais. Uma dura crítica à sociedade da época que ainda está muito atual.
  • O memorial do convento: Um clássico que nunca desilude.
  • O delfim: A personificação do salazarismo, carregada de simbolismos e significados escondidos. Uma boa obra para quem gosta de ler as entrelinhas.
  • As intermitências da morte: Destinado para todos aqueles que, como eu, adoram o estilo sarcástico e irónico de Saramago. Todos deviam ler este
  • Crónica de uma morte anunciada: Leitura simples e rápida, um bom livro para as horas de almoço.
  • A máquina de fazer espanhóis: (ainda a ler)
18
Set20

Coisinhas que têm mesmo de ver #3 - Too Good To Go

B.

   Quem me conhece sabe que adoro bons preços e boas oportunidades para ajudar o mundo, mas quando estes dois se juntam o meu coração fica bem quentinho! 🥰🥰 Já sabia da existência da To good to go, mas nunca tinha experimentado, porque achava que o desperdício dos restaurantes/cafés era tão pouco que não valia a pena. Bem... Estava redondamente en-ga-na-da: Há toneladas de comida (com qualidade) desperdiçada todos os dias no nosso país. 😩 O conceito desta aplicação veio mudar o mundo na medida em que todos os "restos" do dia podem ser aproveitados por alguém por um preço (MUITO) mais baixo do que o normal. Ou seja, o que, normalmente, vale 10€ pela app custa cerca de 3€ - o único senão é que nunca sabemos o que vamos buscar (uma vez que isso depende do que sobra).

   A minha primeira experiência foi num café da baixa de Coimbra (Café Sofia), mas não o fiz sem ler várias opiniões e sem ver diversos testemunhos. Encontrei muitas pessoas que se diziam desiludidas por alguns estabelecimentos não perceberem o conceito, por isso ia a medo. 😬 Era fim de tarde e a montra daquele café estava quase cheia (naquele momento é percebi realmente a quantidade de alimentos que iam ser estragados). Como foi a primeira vez que utilizei a app, optei pela box mais barata (2,99€), porque se houvesse prejuízo não ia sair assim tão prejudicada 😅. No entanto, este receio todo não se justificava, uma vez que a dona do estabelecimento demonstrou ser uma excelente anfitriã e perceber a filosofia do movimento. 🥰🥰 Abaixo está a lista do que trouxe na minha box (nem deu tempo para tirar foto 🤣) e aqui está o meu conselho de utilizarem esta app. Mais do que preços baixos, estamos a ajudar o planeta! 🌍

 

  • Meio pão alentejano
  • Uma bola de Berlim
  • Um queque
  • Uma pata de veado
  • Dois pães com chouriço
  • Uma tigelada
  • Uma queijada
  • Uma dose de arroz branco

 

23
Jul20

A trágica história do Facto, o cacto 🌵

B.

   Quem me conhece sabe o gosto que tenho pelas plantas, mas há um tempo para cá deixei os vegetais e dediquei-me aos meus cactos e suculentas. 🌵 É certo que são plantinhas muito giras, mas não há luvas que aguentem – as minhas mãos parecem lixas e as minhas unhas parecem as das meninas da ribeira do Sado. 🤢🤢

   A aventura começou logo no supermercado, quando eu queria adotar um pequeno cacto e não sabia como pegar-lhe sem me picar toda. A minha cabeça iluminou-se quando me lembrei de ir à padaria buscar umas luvas, mas o problema surge quando há uma longa fila à minha frente para o bico do dia.🍞 Optei por ir à frutaria buscar um saco plástico (que, ATENÇÃO, depois foi reutilizado) e, quando voltei, já não havia o cacto que eu queria. 🤬🤬 Ou seja, nos dois minutos em que eu decidi a melhor estratégia para adotar um pequeno ser maligno, veio alguém com mãos de metal ou assim e levou-me o meu bebé que ficou órfão de mãe 😢 – pelo menos orfão de uma mãe tão boa como eu. 🤣

   Após mais um drama na minha trágica vida e de fazer as minhas comprinhas, eis que Nossa Senhora dos Cactos me surge e eu me ajoelho diante dela, suplicando que a alma penada que levou o meu ex-futuro-filho desistisse da ideia peregrina que tinha tido.  🙇‍♀️  🙇‍♀️ Por fim e chegando à caixa ali estava intacto o Facto (o meu cacto) abandonado na balança dos pêssegos, mesmo atrás da moça que trabalhava afincadamente e pergunto-lhe com cara de cachorrinho abandonado se posso levá-lo. 🥺🥺

   Fui feliz e contente para casa, sentindo-me uma mãe que tinha recuperado um filho retirado pela CPCJ e, quando cheguei, deixei-o cair à porta e matei o Facto. Sinto que se ele tivesse ido para um orfanato seria mais feliz, mas para compensar depois apareceu um porco espinho. É quase igual não é? 🤔

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