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A kind of magic

Textos sobre tudo e sobre nada. No fundo, uma plataforma para reclamar da vida e dos erros ortográficos das pessoas, senão não seria uma aluna de letras.

A kind of magic

Textos sobre tudo e sobre nada. No fundo, uma plataforma para reclamar da vida e dos erros ortográficos das pessoas, senão não seria uma aluna de letras.

05
Nov21

A escola do livro

B.

   Enquanto assisto a uma aula sobre os best-sellers da atualidade, penso no quão importante são os livros na sociedade. Já pararam para pensar que, sem os livros, não existia desenvolvimento? Teríamos que começar de novo vezes sem conta. Já imaginaram o que seria ter de descobrir a aspirina outra vez, outra vez e outra vez? Foi através dos livros que os nossos cientistas registaram os seus avanços, as suas descobertas e, até mesmo, os seus erros. Sem os livros, não saberíamos quem foi Einstein, Homero ou Camões – e pior, não teríamos acesso à história da humanidade. Vamos mais além: para deixar algo registado, as pessoas tiveram que aprender a escrever e na altura (penso eu) não existia ensino. Então nenhum dos génios que conhecemos hoje andou na escola primária, nem teve a oportunidade de se sentar confortavelmente numa sala de aula ou assistir à aula secante de matemática pelo Zoom.

   Ao pegarmos num livro, sabemos (ainda que de forma inconsciente) que alguém trabalhou para que aquele objeto tivesse aquela capa, aquele texto, aquelas imagens, etc., mas não pensamos muito nisso porque estamos perante o produto final - e o que é que importa quem inventou o bolo de chocolate se agora, neste preciso momento, ele é delicioso e eu posso desfrutar dele? Vivemos numa era em que os bens são encarados segundo a sua finalidade e já ninguém faz a pergunta "Como é que chegaram até aqui?" ou "Quando isto não existia, o que é que se utilizava?". O produto que se vende passa pelas mãos de centenas (quiçá milhares) de pessoas e antes destas já foi utilizado, aperfeiçoado e inventado por outras tantas.

   Senhor leitor, serve este pensamento para valorizar o objeto que tem à sua frente: um computador, um livro, uma mesa ou, até mesmo, uma simples folha branca. Somos uma geração que tem o privilégio de utilizar (quase) de forma plena todas as invenções dos nossos antepassados que, como já disse, não aprenderam nada em tutoriais do youtube. Por isso, pensemos no privilégio que temos de ir à escola e na oportunidade de criar grandes génios com os desenvolvimentos que toda a humanidade fez até aqui. Hoje, quando pegarem num objeto, pensem na sua história e nos seus inventores, no que tiveram que estudar sem o Teams e os livros que tiveram de escrever até chegarem ao que vemos hoje.

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